o que disseram? uma mentira poderia apagar uma verdade... viver temendo a escolha entre verdades e mentiras. deve ser uma vida...
tive a felicidade da pequenina bem perto de mim, acordando ao meu lado, andando junto a mim por dentro de minha vida.
felicidade é como a cura, quando se esquece a dor por ter a dor desaparecido.
quando se percebe que aquela dor passada nem merecia tanta queixa.
viver a plenitude de um gesto
viver a plenitude de uma escolha
viver a plenitude de uma verdade...
dever ser isso a felicidade.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
segunda-feira, 23 de junho de 2014
notas tortas
.
.
.
.
.
Então coloco os dois
ventiladores para girar. Ficamos ao centro assistindo filmes de piratas. O salto
no tempo me proporciona esse desconforto em não saber ao certo o tanto quanto
ela amadureceu longe de mim. Não que eu fique a cultivar e a escolher uma a uma
as palavras. Esforço-me para não me artificializar e sei que isso me
artificializa.
Ontem atravessamos o rio e fomos buscar uma ilha. Metemo-nos
numa boca. O lugar nada podia oferecer de conforto. Fomos para lá sem esperar
que fosse tão ruim. Numa viagem assim de pai e filha, principalmente por culpa
da inexperiência tanto de um quanto de outro... nem pudemos chegar até as praias desertas
que o lugar prometia. Um grande barco chegou despejando tantos espécimes
humanos de aspecto horrível, que achamos melhor nos mandar dali o quanto antes.
Ela acabou enfrentando tudo com tranqüilidade. Não é mais a
menina de seis anos que vi indo embora. É uma mocinha.
“Sou um outro planeta”, eu digo. É claro que espero algo
poético como resposta a isso. Ela no entanto fica calada e me presenteia com um
riso de meia boca. Não sei se pode existir algo mais poético que esse riso,
diante de minha patética necessidade de me explicar e me dar nomes.
.
.
.
.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
NOVA ESPERA
O tempo está esgotando...
O novo arranjo está se configurando.
Nina cuidou das feridas e foi muito dedicada a se ocupar de me fazer sarar. Trocava as bandagens e aplicava as pomadas e unguentos. Mostrou-se assustada: "O que seria se fosse mais grave? Como eu cuidaria das coisas depois que eu me deparasse com sua ausência assim... súbita?"
Isso foi o que ela fez desde o início. muito antes que eu me ferisse fisicamente, ela já cuidava de meus ferimentos.
Se não fosse por Nina...
E quem olhar o que faço agora; as cores que uso; as criações; os resultados...
Nada seria sem, ela. Sem ela, meus Ulisses sucumbiriam um a um às Circes e aos ciclopes de ocasião. E as dementes e os falsários facilmente se enfileirariam buscando meus calcanhares.
O tempo está se esgotando
Com ele se esgota o lodaçal.
Meus pés vão tocar o chão firme.
O novo arranjo está se configurando.
Nina cuidou das feridas e foi muito dedicada a se ocupar de me fazer sarar. Trocava as bandagens e aplicava as pomadas e unguentos. Mostrou-se assustada: "O que seria se fosse mais grave? Como eu cuidaria das coisas depois que eu me deparasse com sua ausência assim... súbita?"
Isso foi o que ela fez desde o início. muito antes que eu me ferisse fisicamente, ela já cuidava de meus ferimentos.
Se não fosse por Nina...
E quem olhar o que faço agora; as cores que uso; as criações; os resultados...
Nada seria sem, ela. Sem ela, meus Ulisses sucumbiriam um a um às Circes e aos ciclopes de ocasião. E as dementes e os falsários facilmente se enfileirariam buscando meus calcanhares.
O tempo está se esgotando
Com ele se esgota o lodaçal.
Meus pés vão tocar o chão firme.
Assinar:
Postagens (Atom)