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http://www.youtube.com/watch?v=sX7fd8uQles
Os olhos da noite não são implacáveis. a noite sente sono, adormece
Ainda de olhos secos busco tintas, busco cores, protegido com o avental de bordas pretas que você me deu.
Em minhas mãos repousam os pincéis; estou olhando para o branco que espera meu gesto. Um gesto que lhe crie um mundo novo.
o infinito está a um passo de nós, menina. Buscamos a perfeição impossível...
Ah se fosse possível não seria pefeita
Eu luto contra as farpas que restam na peça
eu torno-me aliado da vontade de jogar meu corpo em lençóis de algodão...
Tela branca. Mundo oco e desperdiçado .
Lençóis limpos de algodão do Cairo. Então ouço o sol estralando as folhagens do passaredo
ele cavalga tão rápido
em vão penso que posso fugir do nascimento do dia novo
O dia sempre encontra os corpos escondidos.
Dentro da alma mora o enigma. Alma é essa força que move a carne
Amor é a força que movimenta a alma.
Como mantenho firme o costume de me comportar sendo idiota, tarde dessas até chorei pensamento em besteiras desse tipo. Nessas horas o ancestral que mora em quem me quer bem se manifesta e me indaga o que em mim não é o mesmo que fora ontem. Tudo, tudo em mim não é o que foi ontem...
Tudo em mim nada seria sem o que fui ontem.
Esse sentimento se parece muito com um caminho que me lembro de minha infância. Um caminho úmido que levava a um rio estreito que tinha cheiro de lama. O outro nome desse caminho era: Quase o rio.
Esse sentimento me lembra o arranjo de flores do campo que enfeitava a mesa de centro da casa de uma velha tia minha. Eles chamavam aquelas flores secas e mortas de sempre-vivas-do-campo.
esse sentimento me lembra o cheiro do atelier de meu avô. Um orgulho brota em mim: Há algo de ancestral nessa minha contenda.
A noite perdeu o sono.
A noite perdeu o senso.
a noite perdeu meus olhos fechados, perdeu meus sonhos, os mais lindo sonhos que tive. a noite não me quis dormindo nela. E meu sono vai chegar, eu sei, junto com o sol que corre pelo passaredo.
A noite desembocou no dia. A noite se perdeu sem sono.
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sábado, 20 de abril de 2013
sexta-feira, 19 de abril de 2013
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Num sorriso pirilampo é capaz de me devolver a tranquilidade. Por vezes pego-me a buscar seu rosto sorridente por saber que nessa imagem repousa a minha paz.
Nos meses de abril de todos esses treze anos tenho pensado nos detalhes daquela hora, em que ela num grito lancinante nascia para me dizer que minha vida ganhara outra vida.
como não ter o coração tomado por ela quando ela me sorri?
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quinta-feira, 11 de abril de 2013
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Ninguém morreu, estão todos vivos?
A lição é não rugir para quem dorme. O passo errado encontra o erro no caminhante. "Eu deveria ter mudado o rumo".
Ele não podia dormir naquela noite. Estivera perto demais de um corpo nu que não era o seu. Perto demais de estar dentro.
Sentiu-se excitado e na excitação pôde ter perdido muito de sua racionalidade. Perdendo a racionalidade perdia a candura de seus pensamentos; perdia sua vigília; afastava-se da criatura planejada que era.
Ela disse não e ele recuou, ruborizado,como um menino branco flagrado a cometer desaforos.
Um buraco na vida se formaria se aquela noite não fosse uma noite de duas criaturas.
no caminho de volta a tempestade de sensações aplacaria uma culpa. Não deveríamos habitar estes corpos. Deveríamos não precisar dessa embalagem. "Ora porra, somos mesmo uma merda de garrafa PET".
"Uma merda de uma garrafa PET!".
jogue-se líquida um pouco dentro de mim. Preencha-me um pouco até que eu vire lixo. Não rugir para quem dorme. essas frtases sem sentido ficavam pulsando no seu juízo.
Então ele abriu uma lata de coca. Ficou ali com a mão na cintura olhando para a cidade através da janela. Um pecado grave sempre é lembrado com uma expressão rotineira: Eu não deveria.
Então o telefone toca. Ela. A mesma voz insegura. "Tudo bem?" Ele indaga um pouco nervoso. "Sim", ela emite um som de quem está rindo. "Estou deitada já. Nossa noite foi estranha hoje, mas gostei".
"Gostou?"
"A gente vai se ver amanhã?"
A mesma excitação percorre seu corpo. O mesmo ímpeto irracional de outrora.
a lata de coca está aberta sobre o parapeito. Latas de coca não são como garrafas PET.
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Ninguém morreu, estão todos vivos?
A lição é não rugir para quem dorme. O passo errado encontra o erro no caminhante. "Eu deveria ter mudado o rumo".
Ele não podia dormir naquela noite. Estivera perto demais de um corpo nu que não era o seu. Perto demais de estar dentro.
Sentiu-se excitado e na excitação pôde ter perdido muito de sua racionalidade. Perdendo a racionalidade perdia a candura de seus pensamentos; perdia sua vigília; afastava-se da criatura planejada que era.
Ela disse não e ele recuou, ruborizado,como um menino branco flagrado a cometer desaforos.
Um buraco na vida se formaria se aquela noite não fosse uma noite de duas criaturas.
no caminho de volta a tempestade de sensações aplacaria uma culpa. Não deveríamos habitar estes corpos. Deveríamos não precisar dessa embalagem. "Ora porra, somos mesmo uma merda de garrafa PET".
"Uma merda de uma garrafa PET!".
jogue-se líquida um pouco dentro de mim. Preencha-me um pouco até que eu vire lixo. Não rugir para quem dorme. essas frtases sem sentido ficavam pulsando no seu juízo.
Então ele abriu uma lata de coca. Ficou ali com a mão na cintura olhando para a cidade através da janela. Um pecado grave sempre é lembrado com uma expressão rotineira: Eu não deveria.
Então o telefone toca. Ela. A mesma voz insegura. "Tudo bem?" Ele indaga um pouco nervoso. "Sim", ela emite um som de quem está rindo. "Estou deitada já. Nossa noite foi estranha hoje, mas gostei".
"Gostou?"
"A gente vai se ver amanhã?"
A mesma excitação percorre seu corpo. O mesmo ímpeto irracional de outrora.
a lata de coca está aberta sobre o parapeito. Latas de coca não são como garrafas PET.
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